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MP de Goiás pede prisão preventiva do médium João de Deus

Imperatriz, Maranhão, 13 de Dezembro de 2018

A Promotoria de Justiça de Goiás solicitou a prisão preventiva de João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. A medida foi tomada cinco dias depois de virem à tona denúncias de abusos sexuais. O pedido ainda precisa ser aceito pela Justiça.

As vítimas seriam mulheres que teriam buscado tratamento espiritual com o médium. Até terça-feira, 11, mais de 200 mulheres de vários estados e de fora do País haviam procurado o Ministério Público para denunciar abusos sexuais.

O advogado de João de Deus, Alberto Zacharias Toron, afirmou não ter sido oficialmente notificado de um pedido de prisão preventiva contra seu cliente. "Não tenho essa informação. Mas se ela for confirmada, ela é descabida: ele está à disposição da Justiça, está trabalhando normalmente", disse.

O Ministério Púbico de Goiás montou nessa segunda uma força tarefa para investigar as denúncias de abuso sexual que teriam sido cometidas pelo médium, que atende na cidade de Abadiânia.

Nessa quarta-feira, 12, pela manhã, o médium fez uma visita tumultuada no Centro Dom Inácio de Loyola, onde realiza "cirurgias espirituais" em Abadiânia, no interior de Goiás. Em um rápido pronuciamento, disse que era inocente e que estaria à disposição da Justiça. Foi a primeira aparição pública do médium depois que as mulheres vieram a público acusá-lo de abuso sexual.

As denúncias afetaram o movimento da casa, onde atendimentos são realizados. Por volta das 8h30, cerca de 400 pessoas aguardavam a chegada do líder espiritual. Isso representa um terço do movimento habitual.

 

Estadão

Categoria: MINISTÉRIO PÚBLICO

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